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quinta-feira, setembro 01, 2016

Lewandowski altera a Constituição por destaque

Passo e repasso os fatos ocorrido no início da seção final de julgamento do impeachment e cada vez me estarreço mais.

Um presidente do STF, com desfaçatez dando voltas através de um incrível, falacioso e intentado, contorcionismo semântico, para anular uma preposição "com", existente no parágrafo único do artigo 52 da Constituição. Mais estarrecedor é a constatação de que ele não foi pego de surpresa pelo pedido dos defensores da Ex-Presidente Dilma, para criar esta peça de justificação biônica. Passou o fim de semana preparando a enrolação, supostamente alertado pela imprensa. Quem acredita nisso depois do que assistimos antes e depois do fatiamento do dispositivo da Constituição?

É desesperador quando se nota que estamos à mercê de uma Corte Suprema cujo presidente julga que os brasileiros são analfabetos e manipuláveis por serem incapazes de discernir o sentido exato é unívoco de um parágrafo da Constituição.

Agora, como pretensa solução, alguns parlamentares afirmam que recorrerão ao próprio Supremo.

Qual a garantia que essa corte vá desfazer a emenda na Constituição perpetrada por um destaque no Senado patrocinado pelo seu presidente?

Pobre Brasil, cuja população não pode acreditar em nenhuma de suas instituições.

domingo, março 20, 2016

Ética e Cultura: O Caso Lula

Considero difícil de entender como o ex-presidente Lula ainda tem uma expressivo apoio depois de ter seu caráter demonstrado em conversas privadas além de tudo que a operação Lava-Jato vem desvendando.

Não me refiro especificamente às pessoas que compareceram a manifestações pró-governo, porque essas estão sendo conduzidas muitas vezes coercitivamente pelas entidades que apoiam o ex-presidente e pelas benesses de pão e mortadela, com ajuda de custo. Não são espontâneas e muitos nem sabiam por que ou sobre o quê estavam protestando.

O que me intriga são pessoas, aparentemente, de maior nível cultural, que se manifestam no Twitter e no Facebook, demonstrando um radicalismo cego.

Já tive oportunidade de escrever em outra ocasião, que a ética pressupõe uma certa cultura. Não é possível uma pessoa exercer a ética em sua plenitude se esta não tiver recebido certos ensinamentos básicos de cidadania. Isso não é elitismo, é fato. O Ex-presidente Lula não tem ética porque é inculto, nunca lhe ensinaram princípios éticos.

As nações do primeiro mundo possuem uma população mais ética em virtude dos longos anos de ensinamento de cidadania pelos quais passaram. Há tempos atrás, suas atitudes eram semelhantes às do nosso povo inculto e sem cidadania.

Ética se aprende na família, no convívio da Sociedade e na escola. E o exemplo é o maior formador de cidadãos éticos.

Quando Lula se refere à ingratidão do procurador da República, está demonstrando simplesmente sua ignorância sobre os valores republicanos e achando que a nomeação foi um favor pelo qual se deve retribuições.

A democracia é sem sombra de dúvidas a melhor forma de governo, mas como tudo tem suas falhas, uma delas é permitir que um apedeuta ignorante ascenda ao maior cargo da nação.

Sócrates, por isso mesmo, se referia ao governo dos que sabem. O filosofo, acreditava que somente aqueles que possuíssem o saber político, ou seja, aqueles que de fato soubessem o que era a Política, a Justiça, a Ética estariam aptos a governar.

Embora esse argumento Platônico-Socrático possa ser idealizador do totalitarismo, é inegável que esse é um problema da democracia e precisamos dos seus instrumentos endógenos, para remover do poder aqueles que, em que pese terem sido eleitos democraticamente, demonstram inadequação para o seu exercício.

sábado, dezembro 19, 2015

O Golpe do STF: Infelizmente parece vero!

Logo após a seção do STF vi algumas manifestações contra a decisão do STF como muito simplistas e conspiratórias. Muita gente falando sem ter acompanhado e sem conhecer os procedimentos. Eu tive a paciência de assistir INTEGRALMENTE, do início ao fim as duas sessões do STF que definitivamente mancharam a imagem da corte, mas não vejo o panorama com tanta simplicidade, embora está claro que o impedimento ficou mais difícil e preciso dizer que não sou advogado, apenas um engenheiro cercado de advogados por todos os lados da família.

O voto do Tóffoli realmente me surpreendeu, o do Fachin nem tanto, pois independente de sua adesão á campanha de Dilma ele é um jurista renomado. Seu voto foi complexo, bastante técnico e ensejou as discussões que ajudadas pela dissidência do ministro Barroso acabaram por produzir duas seções bastante ricas juridicamente.

Sobre Toffóli, o que acho é que ele se cansou um pouco das críticas e uma aproximação evidente com o Gilmar Mendes na 2ª Turma está mudando um pouco sua atuação e fazendo-o se afastar um pouco de sua propalada adesão ao PT e ele vem até oferecendo votos bons para a pouca bagagem que tem em relação aos demais ministros. Tóffoli, na verdade, nunca deveria ter chegado ao Supremo. Os ministros depois de empossados não precisam manter qualquer subserviência ao partido que os indicou, pois não precisam nada deles e tem um longo caminho vitalício pela frente e aquilo que permanece é por causa de suas próprias ideologias ou amizades pessoais, mas jamais escancariam votos de apoio à Dilma sem comprometer suas biografias. Os casos de Tóffoli e Lewandowsky são mais complicados porque mantém relação de amizade muito próximas, respectivamente com Lula e Dilma e poderiam entrar nas exceções.

Em um primeiro momento considerei estas teorias de conspiração que pretendem envolver todo o STF na trama como puras fantasias. Por exemplo, se quisessem sepultar definitivamente o impeachment seria só votarem pela obrigatoriedade 2/3 na admissibilidade pelo Senado em vez da previsa maioria simples, um proposta que foi trazida pelo Marco Aurélio ao final, sob alegação que seria uma aberração a possibilidade desta admissibilidade do processo (subsequente afastamento da Presidente) poder ser obtida com apenas 21 votos no Senado, enquanto na Câmara seria maioria qualificada. Não passou e quem liderou a tese da manutenção da maioria simples foi justamente o Barroso conduzindo a maioria a acompanhá-lo suportado por um argumento irrefutável do Teori de que a maioria simples qualificaria o voto da câmara. Se O Senado precisasse de 2/3 para prosseguir com o processo e então afastar Dilma este impeachment não passaria. Como se vê, não é tão simples como as teorias apregoam.

No entanto, passada 48 horas e estudadas várias intervenções e comentários de pessoas abalizadas, a hipótese de algum tipo de conspiração parece evidente, embora continue achando muito difícil uma cooptação do STF no nível de que estão alegando; um verdadeiro teatro cada um com seu papel previamente combinado na trama, excetuando o Gilmar Mendes. Nem os ministros são tão articulados nem o Gilmar tão idiota. Não me parece plausível, mas se isso ocorreu está decretado o FIM DO BRASIL. Não existe democracia com uma Justiça desacreditada. O que houve está mais para compadrio quando tornaram a votação aberta e proibiram a chapa avulsa. Neste ponto eles interferiram em outro poder e legislaram, mudando o rito de 1992. Agora, até o Color poderá alegar golpismo em 1992. Piorou a situação quando o Gilmar Mendes afirmou que houve cooptação e bolivarização da corte.

quinta-feira, novembro 06, 2014

Cuidado com o que lê nas Redes Sociais + Gramsci

Quem nos acompanha sabe que a decepção bateu nas primeiras horas após o resultado das eleições, mas desde o começo sempre manifestei minha opinião que auditoria e recontagem com o sistema atualmente implantado, sem comprovante impresso da votação seriam inúteis e só serviriam para abalar a reputação internacional do país e o que considerava que devia ser feito seria a capitalização política, pela oposição, dos mais de 51 milhões de votos do Aécio.

Nestas primeira horas, confesso, até me deixei levar por algumas ideias, que pensando com mais clareza 24 ou 48 horas depois considerei não só ineficazes como ridículas. Uma delas a petição à Casa Branca.

Com o passar dos dias comecei a identificar um certo exagero daqueles que estão postando todo este ódio nas redes sociais, às vezes esquentando notícias passadas, algumas de vários anos, que o leitor desprevenido pensa que são cotidianas. Estas pessoas não estão discutindo ideias, estão criando um estado de ânimo para um suposto "impeachment" que sabemos não vai ocorrer. Denunciar, repassar fatos políticos ou denúncias de corrupção mostrados pela mídia é uma coisa, mas o que estão fazendo é fomentar ódio e ressentimentos.

Vi um vídeo de uma conversa, aparentemente pelo Skipe, entre Olavo de Carvalho e o músico Lobão, que é simplesmente patético caracterizado por um baixíssimo nível do discurso. Percebi a injusta avalanche de insultos ao Xico Graziano, antigo colaborador ou assessor do PSDB (FHC), em seu perfil no Facebook, quando começou a criticar o que anda por ai nas redes sociais.

Então, considero o discurso de hoje à tarde do Aécio no Senado, exatamente, o que eu esperava; ele assumiu a liderança da oposição em nome de mais de 51 milhões e exigiu condições para o diálogo. Enquanto isso, membros desta turma radical nas redes sociais afirmam que Aécio os traiu. Dá para identificar logo o que esta gente pretende. É preciso separar o joio do trigo se queremos, realmente, contrapor o que está ai, dentro da democracia e do estado de direito.

Os que me conhecem sabem que não pertenço a nenhum partido, sou apenas brasileiro, preocupado, nem mesmo comigo, mas com o futuro dos meus, por enquanto, cinco netos.

Todo mundo sabe que a ideologia do PT vem deste calhorda italiano. Mas alguém perguntaria: O Lula leu Gramsci? É claro que não, nunca leu nada, mas não se pode desconsiderar, o que seria um burrice, que ele é esperto e com o tempo assimilou o discurso dos ideólogos do PT. Na verdade, existe um aparente paradoxo : O PT é um produto do Lula ao mesmo tempo que o Lula se tornou produto do PT.



Exemplo 1:.

"As necessidades para todo movimento cultural que pretenda substituir o senso comum e as velhas concepções do mundo em geral, a saber: 1) não se cansar jamais de repetir os próprios argumentos (variando literariamente a sua forma): a repetição é o meio didático mais eficaz para agir sobre a mentalidade popular; 2) trabalhar incessantemente para elevar intelectualmente camadas populares cada vez mais vastas, isto é, para dar personalidade ao amorfo elemento de massa, o que significa trabalhar na criação de elites de intelectuais de novo tipo, que surjam diretamente da massa e que permaneçam em contato com ela para tornarem-se os seus sustentáculos." [Posição 817 Kindle]

Querem mais, então observem o pensamento Gramsciano que move a politica educacional do PT, através da manipulação desde tenra idade das crianças na Escola:

Exemplo 2

"O fato de que uma multidão de homens seja conduzida a pensar, coerentemente e de maneira unitária, a realidade presente é um fato "filosófico" bem mais importante e "original" do que a descoberta, por parte de um "gênio" filosófico, de uma nova verdade que permaneça como patrimônio de pequenos grupos de intelectuais."

[Posição Kindle 640]