terça-feira, fevereiro 21, 2017

Microfones Irresponsáveis.

Recentemente o colunista da Radio Band, Ricardo Boechat, envolveu-se em uma polêmica ao emitir vários comentários desairosos e equivocados em relação à Marinha Brasileira, mais especificamente sobre a desativação do Porta-Aviões São Paulo.

A noção de responsabilidade dos ditos formadores de opinião, aqueles que têm a oportunidade de se postar diariamente na frente de Microfones com enorme audiência e fazer a cabeça de inúmeros brasileiros é, normalmente, indiretamente proporcional ao conhecimento específico dos temas em que este comunicador aborda. Quero dizer com isso que quanto menos conhece sobre um assunto, mais se sentem confortáveis ao emitir opiniões.

Com certeza, Boechat desconhece que o adestramento de uma Marinha não se faz do dia para a noite. Países como o nosso, que não sofre ameaças militares reais ou cuja sociedade não produz riqueza a ponto de permitir que se mantenham um sistema de defesa moderno, que esteja no estado da arte da tecnologia de defesa, precisam manter seus adestramentos utilizando-se de material inferior tecnologicamente, normalmente de segunda mão, mas que lhes dê o mínimo de condições de manter suas equipes adestradas visando evoluções possíveis em seu cenário militar.

Denomina-se isto de núcleo mínimo de adestramento.

É assim que a Força de Submarinos ha mais de 50 anos vem atuando com proficiência e criando um núcleo mínimo de oficiais e praças capacitados que possam guarnecer, no futuro, submarinos mais modernos como os que estão previstos no ProSub e até submarinos nucleares. Seria impossível o salto imediato, da total ausência de experiência submarinista, para a equipagem de submarinos nucleares.

Entendeu Boechat? Provavelmente este texto neste modesto Blog não chegará a V.Sa., e por isso até peço para aqueles que concordarem com o que está exposto, que compartilhem, para que estas linhas tenham uma mínima change de alcançar este "formador de opinião".

Banheiras ou não, os Porta-Aviões Minas Gerais e São Paulo cumpriram adequadamente este papel, permitindo aos aviadores e comandantes navais o mínimo de treinamento que os capacite a dar um salto para equipamentos mais modernos quando e se a Sociedade permitir ou a ocasião surgir.

Este tipo de desinformação acontece muito também porque a sociedade brasileira, diferente do que acontece nos países desenvolvidos, encara a defesa nacional como um assunto dos militares, quando devia ser objeto de preocupação de toda a sociedade civil.

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Fora Netos!

A recente história no país vêm fazendo com que cada vez mais famílias de classe média cogitem imigrar para outros países mais civilizados onde possam educar seus filhos afastando-os desse mundinho mediocre da falta de ética e de honestidade que graça na Sociedade brasileira.

É comum o brasileiro criticar as atitudes anti-éticas de seus políticos como se cada cidadão fizesse diferente na eventualidade de chegar e alguma das câmaras desde as municipais até federal passando pelas estaduais; mas o fato é que a maioria não faria diferente. Os acontecimentos recentes, como a greve da polícia nos Espirito Santo, deixou às claras que a população, sem a coerção policial, descamba para atos de vandalismo e roubos por saques demonstrando o verdeiro estrato de onde são recrutados os nossos políticos. Os políticos agem de acordo com os valores ou falta deles com os quais cresceram e se desenvolveram na sociedade.

Os vários anos de deseducação através de uma doutrinação criminosa de esquerda, a nefasta ditadura do politicamente correto e o currículo deficiente aliado aos baixos índices de eficiência de nosso sistema de ensino criou uma população sem ética e que não cultua os mínimos valores cívicos.

Muitos de nós, como eu, e que fomos formados por outro sistema de valores, já estamos em uma idade segundo a qual não esperamos mais nada deste país, mas temos netos e para estes todos desejam o melhor. Portanto, para salvá-los deste país dos coitadinhos, mandemo-los, se possível, para fora do Brasil.

domingo, janeiro 22, 2017

Conspiração, Ética e Caos

Surgem, como é comum no país, miríades de teorias conspiratórias para tentar desqualificar como acidente e classificar como possível assassinato o ocorrido com o avião em que viajava o Ministro Teori Zavascki, do STF, mas entendo ter sido uma fatalidade que assume esses contornos conspiratórios devido a uma conjunção de fatores agravantes pelo fato de estar em jogo a relatoria da Lava-Jato.

Pelos relatos de testemunhas oculares, parece claro que o acidente aconteceu devido a decisões erradas a partir de avaliações imprudentes que levaram uma aeronave tripulada apenas com um piloto, sem copiloto, a enfrentar uma situação de mau tempo em direção a um aeródromo que só opera com visibilidade ampla e teto mínimo de 450 m. Tudo indica, como dizem os especialistas, que o piloto perdeu o horizonte, mas vão aparecer inúmeras teorias conspiratórias, faz parte de nossa cultura.

A criação dessas histórias chega ao cúmulo da falta de ética ao inventarem narrativas sobre controladores de voo em um aeroporto que sequer possui controle de voo, citar emissão de habeas-corpus fictício proferido por um Ministro que está de férias. Falam até de dados de Caixa Preta sequer analisada ainda pelos peritos. Uma caixa preta que, inicialmente, a FAB informou que não era requisito neste tipo de aeronave. Eles nem sequer têm cuidado com o que afirmam, o objetivo é criar dúvidas em um momento que as pessoas estão confusas. Até ilações, irrelevantes em relação ao acidente, sobre a vida pessoal dos passageiros já começaram. Precisamos ficar atentos para estes fomentadores do caos.

Agora o que temos que esperar é que a Presidente do Supremo aja com presteza para evitar que um novo ministro viciado pela indicação de réus assuma a relatoria. Não é uma situação normal e ela pode, seguindo o regimento do STF, impedir isso.

quinta-feira, dezembro 08, 2016

Nem um Dom Quixote Resolve, Tudo Contaminado.

Os acontecimentos de ontem produziram dentro de mim uma enorme vergonha de ser brasileiro e desse país, pois o STF que deveria atuar como guardião constitucional, institucionalizou a falta de ética, provando que o sistema de condução de integrantes para a corte cria Ministros que não estão lá para servir os interesses da nação, mas os de seus patronos. A manobra de Celso de Melo antecipando seu voto foi um ato que ninguém vai me convencer de que não foi armado. Por que antecipou já que ficou até o final?

Analisando a manifestação do Jurista e advogado eventual da REDE, neste caso, Daniel Sarmento, acredito que a participação de Daniel Sarmento, um brilhante advogado que já foi Procurador da República, foi aquela de um jurista conceituado como constitucionalista e por esta razão deve ter sido escolhido e contratado para defender uma posição que ele talvez pensasse que tivesse cunho, eminentemente, jurídico.

O Dr. Daniel Sarmento, a quem tenho a honra de conhecer pessoalmente, pode não ter tido conhecimento dos reais motivos ocultos que a REDE tinha para apresentar aquela liminar, ou se teve, a relação cliente-advogado pesou mais. Um fato que não posso julgar. Os motivos não tem relação com a questão jurídica ou com a ética e o bem para o país, mas demandas político-partidários dessa classe política imunda do Brasil.

É por isso mesmo, que sua brilhante argumentação se perdeu no vácuo e sequer foi considerada ou mesmo ouvida pelos Ministros, pois estes já tinham uma acordo previamente construído para a questão e a antecipação do voto do Celso de Melo é mais uma prova disto.

Pobre Brasil, submetido a esse tipo de liderança política e jurídica.

Os EUA tem forma de indicação semelhante, mas o país é mais sério e estas distorções acontecem em menor escala. A seleção para a Suprema Corte é um escrutínio muito mais severo do que esta palhaçada que o Senado brasileiro faz para confirmar o nome do ministro indicado.

Agora, qualquer condenado denunciado pode livremente continuar em seus cargos, em todas as esferas do poder público e civil, diferentemente de países decentes onde os simples indício já é motivo para o próprio acusado pedir demissão.

Não espero mais nada do pais ao completar ao final desse ano 72 anos, mas tenho netos que amo muito e para os quais ainda esperava que pudessem viver em um ambiente melhor e mais digno. O que sugiro é o mesmo que tenho dito aos meus filhos, caso possam arcar com as despesas: Mandem seus filhos estudar fora ou até mesmo para aprender com a cultura de países mais sérios e também. para que não sejam influenciados pela cultura podre que graça em nossas instituições de ensino superior.

O Brasil acabou, o que restou não é uma nação digna, mas uma país de pilantras e aproveitadores. onde a esperteza e a falta de ética tem lugar garantido.

O Brasil é uma piada! a realidade brasileira vai transformar Sergio Moro em um D. Quixote que sempre esteve buscando o bem e a justiça, mas devem se lembrar que na narrativa de Cervantes Dom Quixote comete enganos, acaba sendo alvo de gozações e sai ferido.

quinta-feira, setembro 01, 2016

Lewandowski altera a Constituição por destaque

Passo e repasso os fatos ocorrido no início da seção final de julgamento do impeachment e cada vez me estarreço mais.

Um presidente do STF, com desfaçatez dando voltas através de um incrível, falacioso e intentado, contorcionismo semântico, para anular uma preposição "com", existente no parágrafo único do artigo 52 da Constituição. Mais estarrecedor é a constatação de que ele não foi pego de surpresa pelo pedido dos defensores da Ex-Presidente Dilma, para criar esta peça de justificação biônica. Passou o fim de semana preparando a enrolação, supostamente alertado pela imprensa. Quem acredita nisso depois do que assistimos antes e depois do fatiamento do dispositivo da Constituição?

É desesperador quando se nota que estamos à mercê de uma Corte Suprema cujo presidente julga que os brasileiros são analfabetos e manipuláveis por serem incapazes de discernir o sentido exato é unívoco de um parágrafo da Constituição.

Agora, como pretensa solução, alguns parlamentares afirmam que recorrerão ao próprio Supremo.

Qual a garantia que essa corte vá desfazer a emenda na Constituição perpetrada por um destaque no Senado patrocinado pelo seu presidente?

Pobre Brasil, cuja população não pode acreditar em nenhuma de suas instituições.

terça-feira, junho 14, 2016

Anacronismos tolos

Estava lendo hoje um conto de Lima Barreto intitulado Conhecem?, escrito em 1915 e que trata de uma sua crítica à regulamentação por intermédio de fichas, que passaram naquele ano a serem exigidas aos criados (termo da época) domésticos.

Nesse conto, Lima Barreto se refere à inutilidade e tolice dessa medida, alegando:

"Os criados sempre fizeram parte da família...A obrigação do dono ou dona de casa que procura um criado, que o põe debaixo do seu teto, é saber quem ele é; o reto não passa de opressão do governo sobre humildes, para servir à comodidade burguesa. Querem fazer das nossas vidas, dos indivíduos, das almas, uma gaveta de fichas. Cada um tem que ter a sua e, para obtê-la, pagar emolumentos, vencer a ronha burocrática, lidar com funcionários arrogantes e invisíveis, como em geral, são os da polícia."

Eu gostaria de abordar esse fato cotejando com os nossos dias quando os empregados domésticos, muito justamente, tiveram seus direitos equiparados aos demais trabalhadores com o consequente aumento de custos e burocracia para os empregadores.

Lima Barreto se expressa com a mentalidade de seu tempo e não pode, anacronicamente, ser acusado de reacionário assim como Monteiro Lobato não pode, de forma imbecilizada, ser classificado como racista.

terça-feira, maio 10, 2016

Ocupação Absurda e Antiética

A imagem é o retrato do descalabro que se instalou nesse país. Enquanto estiverem no poder as verbas serão drenadas para esse tipo de atitude inconsistente com a liturgia do cargo de Presidente e com os espaços públicos nacionais.

Jamais tiveram qualificação e preparo para ocupar o comando da nação. Felizmente estão de saída.

sexta-feira, abril 08, 2016

Literatura Fantástica Brasileira: Cópia de Lixo É Lixo

Existe na literatura brasileira contemporânea um segmento literário que congrega escritores deslumbrados, simplórios e que possivelmente existem em maior número do que seus próprios leitores. Trata-se do segmento literário de histórias fantásticas.

Infelizmente a maioria dos escritores desse segmento jamais leu qualquer coisa que não fosse Tolkien, Stephen King, Rowling, C.S. Lewis, complementados por filmes americanos do gênero. Normalmente escrevem mal, sem o menor cuidado com a linguagem, ambientam suas histórias copiando seus ídolos estrangeiros e desconhecem os preceitos básicos da dramaturgia.

Ora, foram inundados com essas histórias, desde tenra idade, por uma avalanche de marketing sob todas as formas de mídia. Por isso mesmo, temos que conferir-lhes o benefício da dúvida. Ou seja, são inocentes.

Todo autor deve ter a liberdade de escrever sobre aquilo que quiser e consequentemente também pagar o preço das suas escolhas. Mas a opção de imitar outras culturas em vez de procurar em suas próprias origens alternativas para sair da mesmice é uma escolha que não fará com que suas obras deixem de ser subsidiárias, sem nada acrescentar ao lugar comum internacional existente.

Não quero dizer que um autor brasileiro não possa ambientar sua história em outro país, ainda que me pareca esdrúxulo a escolha de nomes estrangeiros para os personagens, mas o fato é que esta escolha acontece porque jamais tiveram em suas mãos um Machado de Assis, José Lins do Rego ou até outros autores mais contemporâneos como Clarice Lispector. Jamais leram os clássicos, mesmo considerando que o cânone literário de uma nação é uma convenção histórico-literária geralmente arbitrária.

Em suma, o segmento literário fantástico no Brasil é uma cópia remendada do que se produz nos EUA e na Europa e em que pese uma ou outra exceção (não se pode julgar pelas exceções) que consegue um lugar ao sol, na sua maioria, se é que podemos denominá-los como tal, são escritores medíocres, com tramas igualmente bizarras e banais.

terça-feira, abril 05, 2016

Para Ler e Refletir Bastante


Daniel Seaward marchand de artes e estudioso de história preocupado com a situação política mundial, especificamente, com o avanço do Estado Islâmico, imagina um projeto no qual ele e um amigo de juventude, habilidoso na projeção astral, viajariam no tempo, não pelas leis da física, mas pela projeção fora do corpo, pretendendo sequestrar Maomé e com isso evitar o surgimento do islamismo no mundo.

Depois de dissuadido por consciências extrafísicas evoluídas, que lhe provam ser impossível interagir com o passado e demonstram, através de uma profunda e lógica análise histórica, que o Islã não é o problema visto que as mesmas tensões existiriam em um mundo sem o Islã, ele desiste da inatingível viagem no tempo e rearranja o seu projeto para revelar ao mundo, ajudado por seus amigos extrafísicos, este ambiente complexo da conscienciologia que independe de qualquer crença religiosa, visando provocar a diminuição do fanatismo religioso. Mas isto ocorre depois de sofrer graves riscos devido a uma tentativa de ataque perpetrada por um radical islâmico militante do ISIS enviado ao Rio de Janeiro para eliminá-lo a partir de uma instrução transmitida ao grupo islâmico por uma consciência extrafísica sabedora apenas de seu intuito inicial de sequestrar o profeta.

A trama mistura História, amizade, suspense e crise internacional, envolvendo o Brasil, os EUA e os radicais do Estado Islâmico, quando um jhadista islâmico é preso no Rio de Janeiro sem que as autoridades policiais brasileiras possam atinar o porquê da escolha de seu alvo.

Daniel então engendra um complexo esquema de troca de prisioneiros que inclui jornalistas americanos presos pelo grupo Estado Islâmico em troca do prisioneiro islâmico no Brasil em contrapartida exige uma seção midiática de esclarecimentos ao mundo sobre o ocorrido e cujo objetivo é combater toda sorte de fanatismo religioso. Os resultados são surpreendentes.



Onde Comprar

Eu ia dizer que sou um escritor independente, mas prefiro informar que no poente da vida, depois de escrever centenas de crônicas e ensaios sobre política, ciência, religião e problemas brasileiros, resolvi escrever um romance colocando nele toda essa experiência adquirida. Opção Continuum - O Sequestro do Profeta é minha primeira incursão literária, criada a partir de sua longa experiência de mais de 50 anos no estudo da História. Apesar de iniciar sua carreira na literatura em uma idade já avançada, declara ter adorado e prometo não parar enquanto a saúde o permitir tendo já iniciado o segundo.

Então, sendo um escritor independente e desconhecido não me empenhei muito em tentar a via crucis de procurar uma editora convencional e suas ditaduras dos autores célebres e best-sellers. Parti logo para a autopublicação. Uma moderna facilidade, que permite aos escritores novos divulgar seu trabalho sem custo.

Assim você encontra meu livro em duas versões:



Versão Impressa:
produzida a cada pedido, impressão on-demand.




Versão digital: bem baratinha para quem já está familiarizado com o formato





Mário Sérgio Porto é Engenheiro Naval de Máquinas e Estruturas, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Pós-Graduado em Administração pelo IAG-PUC e Oficial da Marinha (Reserva) tendo se formado na Escola Naval em 1967.

Após 8 anos no Setor Naval trabalhou 17 anos no Setor Nuclear a maior parte nos empreendimentos de Angra I e II. Especialista em negociação criou e dirige o site Negociart.org sendo Professor-Tutor de Negociação no FGV Online da Fundação Getúlio Vargas, desde 2006. Integrante do Senior Executive Negotiation Program, Program on Negotiation, Harvard Law Scholl, EUA, em 2011.

Embora de formação técnica nunca abandonou suas convicções humanistas reforçadas com as leituras de grandes escritores e filósofos. Escreveu e publicou em seus sites na Internet mais de 500 artigos ou crônicas enfocando história, religião, politica, ciência e problemas brasileiros. Opção Continuum - O Sequestro do Profeta é sua primeira incursão literária, criada a partir de sua longa experiência de mais de 50 anos no estudo da História.

domingo, março 20, 2016

Ética e Cultura: O Caso Lula

Considero difícil de entender como o ex-presidente Lula ainda tem uma expressivo apoio depois de ter seu caráter demonstrado em conversas privadas além de tudo que a operação Lava-Jato vem desvendando.

Não me refiro especificamente às pessoas que compareceram a manifestações pró-governo, porque essas estão sendo conduzidas muitas vezes coercitivamente pelas entidades que apoiam o ex-presidente e pelas benesses de pão e mortadela, com ajuda de custo. Não são espontâneas e muitos nem sabiam por que ou sobre o quê estavam protestando.

O que me intriga são pessoas, aparentemente, de maior nível cultural, que se manifestam no Twitter e no Facebook, demonstrando um radicalismo cego.

Já tive oportunidade de escrever em outra ocasião, que a ética pressupõe uma certa cultura. Não é possível uma pessoa exercer a ética em sua plenitude se esta não tiver recebido certos ensinamentos básicos de cidadania. Isso não é elitismo, é fato. O Ex-presidente Lula não tem ética porque é inculto, nunca lhe ensinaram princípios éticos.

As nações do primeiro mundo possuem uma população mais ética em virtude dos longos anos de ensinamento de cidadania pelos quais passaram. Há tempos atrás, suas atitudes eram semelhantes às do nosso povo inculto e sem cidadania.

Ética se aprende na família, no convívio da Sociedade e na escola. E o exemplo é o maior formador de cidadãos éticos.

Quando Lula se refere à ingratidão do procurador da República, está demonstrando simplesmente sua ignorância sobre os valores republicanos e achando que a nomeação foi um favor pelo qual se deve retribuições.

A democracia é sem sombra de dúvidas a melhor forma de governo, mas como tudo tem suas falhas, uma delas é permitir que um apedeuta ignorante ascenda ao maior cargo da nação.

Sócrates, por isso mesmo, se referia ao governo dos que sabem. O filosofo, acreditava que somente aqueles que possuíssem o saber político, ou seja, aqueles que de fato soubessem o que era a Política, a Justiça, a Ética estariam aptos a governar.

Embora esse argumento Platônico-Socrático possa ser idealizador do totalitarismo, é inegável que esse é um problema da democracia e precisamos dos seus instrumentos endógenos, para remover do poder aqueles que, em que pese terem sido eleitos democraticamente, demonstram inadequação para o seu exercício.