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quarta-feira, junho 03, 2020
sexta-feira, maio 22, 2020
quinta-feira, maio 09, 2019
terça-feira, junho 19, 2018
terça-feira, fevereiro 21, 2017
Microfones Irresponsáveis.
Recentemente o colunista da Radio Band, Ricardo Boechat, envolveu-se em uma polêmica ao emitir vários comentários desairosos e equivocados em relação à Marinha Brasileira, mais especificamente sobre a desativação do Porta-Aviões São Paulo.
A noção de responsabilidade dos ditos formadores de opinião, aqueles que têm a oportunidade de se postar diariamente na frente de Microfones com enorme audiência e fazer a cabeça de inúmeros brasileiros é, normalmente, indiretamente proporcional ao conhecimento específico dos temas em que este comunicador aborda. Quero dizer com isso que quanto menos conhece sobre um assunto, mais se sentem confortáveis ao emitir opiniões.
Com certeza, Boechat desconhece que o adestramento de uma Marinha não se faz do dia para a noite. Países como o nosso, que não sofre ameaças militares reais ou cuja sociedade não produz riqueza a ponto de permitir que se mantenham um sistema de defesa moderno, que esteja no estado da arte da tecnologia de defesa, precisam manter seus adestramentos utilizando-se de material inferior tecnologicamente, normalmente de segunda mão, mas que lhes dê o mínimo de condições de manter suas equipes adestradas visando evoluções possíveis em seu cenário militar.
Denomina-se isto de núcleo mínimo de adestramento.
É assim que a Força de Submarinos ha mais de 50 anos vem atuando com proficiência e criando um núcleo mínimo de oficiais e praças capacitados que possam guarnecer, no futuro, submarinos mais modernos como os que estão previstos no ProSub e até submarinos nucleares. Seria impossível o salto imediato, da total ausência de experiência submarinista, para a equipagem de submarinos nucleares.
Entendeu Boechat? Provavelmente este texto neste modesto Blog não chegará a V.Sa., e por isso até peço para aqueles que concordarem com o que está exposto, que compartilhem, para que estas linhas tenham uma mínima change de alcançar este "formador de opinião".
Banheiras ou não, os Porta-Aviões Minas Gerais e São Paulo cumpriram adequadamente este papel, permitindo aos aviadores e comandantes navais o mínimo de treinamento que os capacite a dar um salto para equipamentos mais modernos quando e se a Sociedade permitir ou a ocasião surgir.
Este tipo de desinformação acontece muito também porque a sociedade brasileira, diferente do que acontece nos países desenvolvidos, encara a defesa nacional como um assunto dos militares, quando devia ser objeto de preocupação de toda a sociedade civil.
A noção de responsabilidade dos ditos formadores de opinião, aqueles que têm a oportunidade de se postar diariamente na frente de Microfones com enorme audiência e fazer a cabeça de inúmeros brasileiros é, normalmente, indiretamente proporcional ao conhecimento específico dos temas em que este comunicador aborda. Quero dizer com isso que quanto menos conhece sobre um assunto, mais se sentem confortáveis ao emitir opiniões.
Com certeza, Boechat desconhece que o adestramento de uma Marinha não se faz do dia para a noite. Países como o nosso, que não sofre ameaças militares reais ou cuja sociedade não produz riqueza a ponto de permitir que se mantenham um sistema de defesa moderno, que esteja no estado da arte da tecnologia de defesa, precisam manter seus adestramentos utilizando-se de material inferior tecnologicamente, normalmente de segunda mão, mas que lhes dê o mínimo de condições de manter suas equipes adestradas visando evoluções possíveis em seu cenário militar.
Denomina-se isto de núcleo mínimo de adestramento.
É assim que a Força de Submarinos ha mais de 50 anos vem atuando com proficiência e criando um núcleo mínimo de oficiais e praças capacitados que possam guarnecer, no futuro, submarinos mais modernos como os que estão previstos no ProSub e até submarinos nucleares. Seria impossível o salto imediato, da total ausência de experiência submarinista, para a equipagem de submarinos nucleares.
Entendeu Boechat? Provavelmente este texto neste modesto Blog não chegará a V.Sa., e por isso até peço para aqueles que concordarem com o que está exposto, que compartilhem, para que estas linhas tenham uma mínima change de alcançar este "formador de opinião".
Banheiras ou não, os Porta-Aviões Minas Gerais e São Paulo cumpriram adequadamente este papel, permitindo aos aviadores e comandantes navais o mínimo de treinamento que os capacite a dar um salto para equipamentos mais modernos quando e se a Sociedade permitir ou a ocasião surgir.
Este tipo de desinformação acontece muito também porque a sociedade brasileira, diferente do que acontece nos países desenvolvidos, encara a defesa nacional como um assunto dos militares, quando devia ser objeto de preocupação de toda a sociedade civil.
domingo, julho 31, 2011
Nostalgia Cinza
Há um dito naval que reza que uma vez tocados pelo cinza naval este penetra em nossas veias e corre com o sangue pelo resto de nossas vidas.
Não importa o tempo convivido, especialmente, se iniciado no Colégio Naval, em Angra dos Reis, apelidado de "Esperança da Armada".
Talvez, ou com certeza, o fato de ingressarmos na vida naval pelo Colégio Naval, a maioria de nós, recém completando 15 anos de vida, no alvorecer de nossas esperanças futuras, com o coração repleto de entusiasmo e a mente povoada pelos sonhos, certamente, tem uma influência decisiva na marca que a Marinha deixará em nossas existências, aliado ao fato de que quase todos estão, pela primeira vez, se libertando das presenças paterna e materna e, então, nesse momento, passando a ser os controladores das próprias atitudes e de suas consequências.
Por outro lado, a natureza exuberante do local que propicia inúmeras aventuras pelas ilhas e praias da redondeza favorece a liga e a camaradagem que vão perdurar ao longo da vida, independente dos rumos que cada um venha a seguir, se carreira na Marinha ou na vida civil.
Nesses tempos de redes sociais, em que os contatos humanos se tornam cada vez mais virtuais, lembro-me de uma situação pitoresca que acontecia com uma certa frequência quando ocorria algum entrevero entre colegas e que dá uma ideia do que é cursar o Colégio Naval e porque voltamos lá para descerrar placas comemorativas dos 30, 40 e 50 anos de nossas passagens pelo estabelecimento. Alguns sequer completaram um ano no CN e comparecem a essas cerimônias, o que prova a força do cinza.
Desavenças momentâneas em jovens confinados, com os hormônios á flor da pele é a coisa mais natural do mundo, mas em uma organização militar isso é uma falta grave e quem quer que acabasse saindo na "porrada" estaria sujeito a sérias medidas punitivas que afetariam o conceito final e, mais importante, as licenças quinzenais.
Mas para tudo há um jeito. Existia e ainda existe até hoje, ao final da pista de atletismo, que pode ser vista na foto, um muro com a frase "Mens Sana in Corpore Sano". Hoje parece que a frase mudou para ostentar; Colégio Naval, Esperança da Armada", e era para lá que se dirigiam os contendores a fim de resolver suas diferenças.
Acontece, que a distância média até esse muro, que esconderia a contenda dos olhares dos oficiais, e os locais de convívio mais comuns, como o pátio interno, implicava em uma caminhada de pelo menos 500 a 1000 metros. Ora, não há entrevero que resista à racionalidade que aflorava durante o curso dessa distância e a "porrada" quase sempre não acontecia e as pazes eram firmadas antes ou na chegada ao Mens Sana.
São fatos como esse que nos impedem de jamais esquecer os anos vividos no Colégio Naval e que em grande monta ajudaram a moldar a nossa personalidade com a ajuda do fermento cinza correndo nas veias.
quarta-feira, junho 09, 2010
Obama Fere de Morte a Indústria Nuclear
A Administração Obama deu no início do ano um tiro na indústria nuclear que, na minha opinião, se não for mortal vai causar muitas complicações para o projeto de retomada dos empreendimento nucleares de geração de energia nos E.U.A.
Em fevereiro de 2010, Obama propôs a eliminação do programa de reposição de resíduos nucleares que estava sendo projetado e construído, desde 1986, na Yucca Mountain, no estado de Nevada, ao mesmo tempo em que determinou a retirada de fundos do orçamento anual de 2010 para o projeto.
O presidente americano deu assim cumprimento a compromissos de campanha e contenta grupos que se opunham fortemente ao projeto, especialmente, a população de Nevada, representada pelo seu Senador Harry Reid.
O peso desta decisão tem uma influência enorme no desenvolvimento de futuros projetos nucleares e sinaliza que um problema fundamental para a atividade nuclear, ou seja, a definição política adequada de um repositório final de resíduos radioativos, está longe de estar resolvida embora não restem muitas dúvidas aos especialistas que, tecnicamente, esse é um problema solucionado com projetos como o de Yucca Mountain.
Segundo o Senador Reid, que liderou a oposição ao projeto no estado de Nevada, a proposta de estocar rejeitos nucleares na montanha de Yucca ameaçava a saúde e a segurança da população de Nevada e de todas as pessoas através do país. Yucca Mountain que está localizada a cerca de 150 km a nordeste de Las Vegas é, comenta o senador no seu site do Senado numa manifestação de júbilo sobre o fechamento do projeto, um local simplesmente inseguro para o armazenamento de rejeitos nucleares.
Após 27 anos e mais de US$ 10 bilhões de gastos, a maior potência do mundo e com maior quantidade de resíduos a serem armazenados, começa do zero a busca de uma solução política para armazenar resíduos que estarão ativos até mesmo daqui a 10.000 anos, o que coloca um grande desafio de comunicação direcionado para a populações que em um futuro extremamente remoto possam entrar em contado com esse rejeitos, embora tenha que se levar em conta que após 400 a 900 anos esse material será menos radioativo do que os materiais com que os operários de minas de urânio entram em contato durante a mineração desse metal.
Trabalhadores entrando no Túnel de Yucca Mountain - PHOTO BY SAM MORRIS/LAS VEGAS SUN
Mesmo levando-se em conta o exagero com que os ambientalistas e a mídia tratam os possíveis danos causados pelos riscos da atividade nuclear esse episódio deixa uma pergunta para países como o Brasil que pretendem se aventurar em projetos de propulsão nuclear. Como fica o empreendimento da Marinha brasileira de construir submarinos nucleares? Sequer pensaram nisso? Tudo indica que não e, possivelmente, ainda sem nenhuma preocupação com o destino a ser dado aos perigosos resíduos dessa empreitada.
Sobre esse problema recomendo a leitura de nosso artigo Submarinos Nucleares: Descomissionamento.
O que é extremamente preocupante é o fato de que mesmo nos E.U.A, uma democracia mais consolidada do que a nossa, os rumos da discussão terem se enveredado pela politicagem a ponto de em depoimento no Congresso americano em 2005, o então governador do estado de Nevada, ter afirmado que o espediente prevaleceu sobre as leis da física. Seguramente um alerta para uma democracia ao sul do equador.
sábado, agosto 15, 2009
Denuncismo atinge os Submarinos
Num espaço de menos de dois meses duas reportagens de "O Globo" assinadas pelo jornalista José Meirelles Passos pretendem sugerir um cunho excuso à opção da Marinha Brasileira pelos submarinos Scorpene de projeto francês, inferindo improbidades conforme as que estamos assistindo, diariamente, no momento atual brasileiro.
As reportagens possuem claramente o dedo da concorrência alemã e não faz jus aos rigorosos estudos realizados pela Marinha e que conduziram à escolha do submarino Scorpene, em substituição aos já operados pela Marinha do Brasil, da classe IKL209/1400 e IKL209/1400mod, de fabricação alemã.
A escolha da Marinha privilegiou, principalmente, um modelo de submarino que se adequasse ao projeto do submarino nuclear que a Marinha Brasileira desenvolve em Aramar, no Estado de São Paulo.
A MPHP vai publicar em breve os detalhados aspectos técnicos que definiram a escolha dos submarinos para a Marinha em um longo e completo artigo em continuação a Estratégia Nacional de Defesa: Um Plano de Estado.
O cunho denuncista e pré-eleitoral é evidente quando o articulista, demonstrando total desconhecimento da diferença e tipicação entre investimentos de defesa e investimentos sociais, compara o custo dos submarinos ao programa Bolsa Família.
Tal equívoco é comum em um país que ainda não aprendeu que os investimentos em defesa são diretamente relacionados com o desenvolvimento e que esta questão deve ser tratada de forma séria por toda a sociedade civil e não apenas pelos meios militares.
Diversos outros aspectos inerentes a esssa questão, especialmente, a questão da Base de apoio a ser construída incluída no pacote Francês e que, ao contrário do que quer dar a entender o O Globo, já fazia parte da END e não foi forçada pelos franceses e o apoio em termos de transferência de tecnologia ao desenvolvimento do casco do submarino nuclear o que torna impossível a comparação de custos entre os dois projetos (francês e alemão).
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