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sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Fora Netos!

A recente história no país vêm fazendo com que cada vez mais famílias de classe média cogitem imigrar para outros países mais civilizados onde possam educar seus filhos afastando-os desse mundinho mediocre da falta de ética e de honestidade que graça na Sociedade brasileira.

É comum o brasileiro criticar as atitudes anti-éticas de seus políticos como se cada cidadão fizesse diferente na eventualidade de chegar e alguma das câmaras desde as municipais até federal passando pelas estaduais; mas o fato é que a maioria não faria diferente. Os acontecimentos recentes, como a greve da polícia nos Espirito Santo, deixou às claras que a população, sem a coerção policial, descamba para atos de vandalismo e roubos por saques demonstrando o verdeiro estrato de onde são recrutados os nossos políticos. Os políticos agem de acordo com os valores ou falta deles com os quais cresceram e se desenvolveram na sociedade.

Os vários anos de deseducação através de uma doutrinação criminosa de esquerda, a nefasta ditadura do politicamente correto e o currículo deficiente aliado aos baixos índices de eficiência de nosso sistema de ensino criou uma população sem ética e que não cultua os mínimos valores cívicos.

Muitos de nós, como eu, e que fomos formados por outro sistema de valores, já estamos em uma idade segundo a qual não esperamos mais nada deste país, mas temos netos e para estes todos desejam o melhor. Portanto, para salvá-los deste país dos coitadinhos, mandemo-los, se possível, para fora do Brasil.

sexta-feira, outubro 24, 2014

Despreparo Democrático

Esperava-se que as eleições de 2014 seriam uma estreia eficaz das mídias sociais no processo eleitoral, mas o que se viu foi o mal uso dessas ferramentas servindo a paixões descontroladas, ataques "ad-hominem" concorrendo para a aniquilação do debate de ideias e propostas.

Costuma-se dizer que a democracia brasileira é jovem, por exemplo, em relação à americana, que já elegia presidentes enquanto éramos uma colônia. Eu acho este argumento um pouco ingênuo ou equivocado. O que se verifica é que o brasileiro ainda torce por candidatos como se torcesse por um time de futebol, olham apenas para os nomes das pessoas que se candidatam e esquecem-se dos programas de partido que na verdade inexistem. Meses depois, sequer se lembram em quem colocaram seu voto.

Há quem defenda a intervenção da Justiça Eleitoral para coibir os excessos. Isto nunca vai resolver o problema, o que precisamos é educar a população, constantemente, mostrando que eleições não podem ser comparadas a embates futebolísticos e que não existem camisas e sim ideias e o futuro do pais em jogo. E o que deve ser discutido são exatamente as ideias não as pessoas, evidentemente, ressalvando a necessidade das fichas-limpas.

Contribui muito para isso o péssimo sistema educacional, que para piorar as coisas retirou há tempos do currículo disciplinas importantes, simplesmente, porque a associavam aos governos militares; moral, ética, cidadania e política.

Hoje alega-se que a grade curricular está muito carregada e que não suporta a inclusão de mais uma disciplina como já proposto no Congresso. Pode até ser, mas porque não revemos esta grade tornando-a compatível com a idade dos alunos excluindo por exemplo o ensino de História nos níveis mais elementares. História não é uma matéria para ser ensinada a crianças de 7 aos 9 anos, quando sequer possuem as qualidades cognitivas para entender as análises necessárias ao ensino adequado da matéria. Ensinar História baseando-se apenas em datas e nomes é um erro e com o tempo vai apenas contribuir para afastar o aluno do tema.

Temos mais 4 anos para ver se a redes sociais entram no debate político, com toda a sua relevância e sem suas mazelas, porque desta vez falharam.

terça-feira, março 26, 2013

Que País é Esse

Professores deviam ser saudados de pé quando entrassem em sala de aula e jamais agredidos por alunos ou pais de alunos como parece ser a pratica atual nesse pais. Não incluem nos currículos disciplinas que desenvolvem a cidadania por um mesquinho preconceito com matéria nesta direção que eram aplicadas durante o regime militar. Estudantes das escolas públicas não reverenciam os símbolos nacionais como era praxe e por isso não aprendem a valorizar valores como o respeito aos mestres.

Da mesma forma verbas liberadas para tragédias deveriam ser encaminhadas para os municípios atingidos e não desviadas e após dois anos as pessoas continuarem desabrigadas.

O dito crescimento da classe média, tão reverenciado pelo governo, deveria vir acompanhado não só de melhorias no poder aquisitivo, mas também das condições sociais. Que classe média é essa que não tem esgoto, não sabe ler e não tem educação cívica. Do que vale propiciar veículos para quem não tem condições de seguir as leis do trânsito.

Infelizmente o que assistimos é uma constante violação dos mínimos direitos da sociedade e o país ostenta os primeiros números na economia e os últimos na qualidade de vida e no desenvolvimento social.

Enquanto isso as pessoas que supostamente deviam trabalhar para corrigir estas distorções são as que mais estão divorciadas da realidade brasileira e se preocupam, exclusivamente, com seus futuros políticos e seus bolsos.

Infelizmente, não dá mais para acreditar nesse país que mesmo na economia onde supostamente vai bem, começa a sofrer os efeitos das políticas erradas orientadas por lobbies e o poder econômico de grupos que impedem este desenvolvimento para garantir seus feudos. Ai está a nossa safra presa nos portos por causa de falta de infraestrutura portuária, hidroviária e ferroviária.

Já que o papa não foi brasileiro, só esperando, como disse a presidente, que Deus seja brasileiro e corrija tudo isso mandando muitos para o inferno.

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quarta-feira, novembro 11, 2009

Relativismo Ético


Percebemos no Brasil uma tendência da sociedade brasileira no sentido de um relativismo ético e infelizmente este movimento é patrocinado pelos exemplos das mais importantes instituições da república, o Congresso Nacional e suas casas, Câmara e Senado.

As manifestações antiéticas são transmitidas e materializadas nas mais simples atividades do dia-a-dia, nas atitudes de cada indivíduo dentro de sua coletividade tais como cumprimento das regras de trânsito, no comportamento frente ao meio ambiente e no trato com os semelhantes.

As leis e as regras só são válidas para os outros, mas perdem força quando é a nossa vez de cumpri-las. É a famosa Lei do Gerson ainda em vigor. As empresas acabam absorvendo os exemplos e tratam o consumidor sem o respeito merecido provocando inúmeras ações nos órgãos de defesa do consumidor. Na maioria delas a falta de ética está presente.

As ações são perpetradas às claras e da mesma forma são negadas em que pese todas as evidências em contrário, tudo isso auxiliado por um sistema penal que não pune ninguém e por um arcabouço jurídico operado por agentes que se esmeram e se especializam na busca e aplicação de mecanismos legais que contribuem para a manutenção da impunidade.

Episódios como a saia curta na UNIBAN deixam à mostra a fragilidade ética de nossa sociedade que à despeito do avanço tecnológico e da evolução dos costumes pode proporcionar comportamentos condizentes com as populações da idade média.

A solução desta situação passa por um projeto de longo prazo, possível de ser usufruído apenas para as próximas gerações, e que só pode encontrar solução através do investimento vultoso na educação.

Não existe atitude meio ética ou se age com ética ou não.