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sexta-feira, julho 13, 2012

Amostragem do Brasil: Para Refletir


11/07 - Senador Demóstenes Torres, teve o mandato cassado pelo Senado, 56 votos a 19 com 6 abstenções, por envolvimento com a quadrilha de Carlos Cachoeira sob acusação de falta de decoro parlamentar, ao servir de boy de luxo para o contraventor.

12/07 - Demóstenes Torres, 24 horas após ser cassado do Senado por falta de decoro e suposta corrupção assume como Procurador de Goiás com salário de R$ 24.000,00 com direito a dois assessores, mantém o foro privilegiado, passa de investigado a investigador, embora provavelmente peça licença prêmio, pedido que será avaliado por seu irmão, Procurador Chefe do Estado de Goiás.



13/07 Wilder Morais, suplente de Demóstenes Torres, suspeito de envolvimento com o mesmo Carlos Cachoeira, assume a vaga no Senado sem dar nenhuma explicação das acusações que pairam sobre ele ou sobre sua declaração ao IR com parte de seu patrimônio não declarado.



30/10 Mesmo condenado pelo STF por crimes de corrupção e formação de quadrilha o PT cogita deixar Genoino assumir a vaga de suplente na cadeira do petista Carlinhos Almeida, eleito para a Prefeitura de São José dos Campos, no interior paulista. Um retrato da falta de sensibilidade e exacerbação do corporativismo, afrontando a corte suprema e a sociedade causando um flagrante malefício para as instituições desse país. Esta contestação pública dos resultados do julgamento não fazem bem ao país fato que só o PT não enxerga, toldado pelo seu  conhecido corporativismo.


Isto, é Brasil. 

Cabe, unicamente, a nós mudar esse estado de coisas.

sábado, agosto 01, 2009

O Gene do Nepotismo


Os acontecimentos recentes do Senado nos motivaram a publicar "O Gene do Nepotismo" no qual, ajudado por Raimundo Faoro, tentamos explicar a inclinação brasileira ao nepotismo.

terça-feira, maio 26, 2009

Discussão inócua


Os jornais amanhecem nessa terça-feira dando conta de que os políticos continuam tentando ressuscitar uma reforma política que já tivemos ocasião de escrever nesse Blog que nunca funcionará enquanto for legislada por aqueles que diretamente se beneficiam dela.

Henrique Fontana, deputado do PT do RS, propõe agora "flexibilizar a lista", aquela excrescência que impedirá que os eleitores escolham seus candidatos votando em uma lista organizada pelos caciques dos partidos.

É preciso acabar com esta imoralidade e sairmos em campo por uma constituinte específica para a reforma política nos moldes que propomos no link acima ou alguma coisa que tenha uma filosofia próxima disso antes que seja muito tarde.

Ao mesmo tempo, o cancer ataca a democracia. Que me desculpe a Ministra Dilma que esperamos saia logo vitoriosa na sua luta contra sua doença, mas ressussitar o terceiro mandato em função da doença da Ministra é outra imoralidade e o Ministro Gilmar, do STF, dessa vez se posicionou em prol da sociedade, em sua fala de ontem, deixando claro que o Supremo não aceitara um casuísmo dessa natureza.

Vamos aguardar, parece que é tudo o que podemos fazer nesse momento, mas se não sairmos em luta pela melhoria da política brasileira não vamos nos livrar desse cenário aonde prolifera a falta de ética e a imoralidade.

segunda-feira, maio 25, 2009

Ética, Qualidade Estranha ao Congresso


As negociações para a instalação da CPI da Petrobras trazem à tona o ambiente antiético em que nossos políticos habitam e, paradoxalmente, sobrevivem ante uma sociedade perplexa e aparentemente incapaz de mudar o rumo dos acontecimentos.

De um lado o executivo que se não deve, não deveria estar preocupado com investigações na principal empresa de economia mista do país. Do outro lado, os "picaretas" que buscam criar oportunidades para candidaturas de diretorias na empresa. E não fazem por menos, almejam "aquela que fura poço e produz petróleo."

Os interesses do país não contam, só importam as ambições políticas de homens como Renan Calheiros que há muito deveriam estar afastados da vida pública por total falta de ética e decoro.

Enquanto na Inglaterra o presidente da Câmara dos Comuns renuncia pela vergonha dos escândalos relativos ao mal uso de verba indenizatória durante sua gestão, aqui, os deputados e senadores podem apresentar uma folha corrida capaz de rivalizar com muitos dos meliantes do tráfico de drogas sem sofrer qualquer punição ou restrição em suas atividades públicas.

E pior, sequer se consideram infratores e continuam se candidatando e postulando cargos em comissões e relatorias para as quais não possuem a ética e honradez condizentes com as postulações.

Até quando nós vamos permitir esses descalabros?

Qual o limite da "cara de pau" dos nossos políticos?