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domingo, janeiro 02, 2011

A promiscuidade mudou de endereço?


Dois fatos, durante a posse de Dilma Rouseff, mais ou menos ao mesmo tempo, podem ter passado despercebido ao grande público, mas não para um observador atento.

Ao final dos cumprimentos das delegações estrangeiras Dilma recebe cumprimentos da cúpula da Record com Bp. Macedo e diretores da emissora. Estranho e inconveniente, já que o recebimento de cumprimentos das autoridades e personalidades brasileiras foi feito logo em seguida em outro local para o qual Dilma se deslocou em seguida. Imediatamente antes dessa cena, a Globo encerrava suas transmissões da posse apresentando o Caldeirão do Huck e a GloboNews passava para cenas de estúdio.

Um pouco depois, a mesma Record exibia, com exclusividade, uma entrevista ao vivo com José Alencar, pelo telefone, diretamente do Hospital Sírio Libanês.

Essa preferência pela Record já havia sido inaugurada logo após às eleições quando a primeira entrevista da Presidente eleita foi dada ao Jornal da Record, quebrando uma rotina anterior, comandada pelo Jornal Nacional da Rede Globo.

Será ainda influência do ex-Vice e do bispo Senador, via ex Presidente Lula, ou Dilma está mesma inaugurando uma promiscuidade com a Record.

Tanto uma como outra não são democráticas, mas essa tem um tempero amargo a mais. Vamos ficar atentos a laicidade desse governo.

terça-feira, julho 31, 2007

Mineirisse & Politicagem



A declaração do Vice-Presidente da República em 30/07/2007 referindo-se à independência das Agências Reguladoras como um ataque à democracia demonstra mais uma vez o despreparo e o provincialismo dos altos mandatários deste país.

Desde o início, no primeiro mandato, o presidente Lula desprestigiou as agências e hoje colhe o fruto da atitude de ter nomeado políticos sem nenhum preparo técnico para comandar a ANAC e outras agências. Certamente para premiar seus apaniguados com a velha prática de loteamento de cargos.

Na maioria dos países desenvolvidos as agências são órgãos independentes principalmente nos EUA que com mais de 50 agências independentes nem por isso têm sua democracia atacada. Aliás, nosso modelo de agências foi mal copiado daquele país.

Também lá os diretores, embora nomeados pelos presidente, não podem ser simplesmente removidos do cargo por questões políticas, que de acordo com José Alencar é a única coisa que importa. Mas certamente lá, nos estatutos das agências, são previstas metas cujo não cumprimento podem fazer o Congresso e o executivo removerem os administradores.

Vamos torcer que o castigo que caiu sobre o atual governo por não entender a questão das agências fora do contexto ideológico o faça aprender que este é um instrumento útil à sociedade se bem utilizado e ao invés de podar seus poderes aperfeiçoe seus estatutos.